Pequinês – Informações Gerais

Na China Antiga, apenas os soberanos da China podiam possuir um cachorro Pequinês. Eles viviam dentro da Cidade Proibida. Na ocasião em que o imperador morria, o cão era morto.
É uma das espécies de cachorro mais remotas do planeta. Estima-se que tenha pouco mais de 4 mil anos.
É extraordinariamente apegado ao dono e enciumado ao extremo. Faz o estilo “é meu e ninguém toca”, todavia, de certo modo, é um bom cachorro de companhia, confiável e disciplinado.
O Pequinês era respeitado como o cachorro sagrado e vivia em completo isolamento na Cidade Proibida e os registros de nascimentos eram organizados pelos monges no Livro Imperial dos cachorros.
Dizem as lendas que quando seu proprietário morria o Pequinês se sacrificava.

O Lindo Pet Pequinês na História

Diz a lenda que o Pequinês apareceu como o fruto do amor impossível de um leão por uma minúscula macaca. A história diz que, desesperado de amor, o leão foi pedir conselhos ao deus Hai Ho que, perante a seu desespero, ofereceu uma alternativa: no caso dele estar concordado em sacrificar o seu tamanho em nome do amor à macaca, poderia ter ajuda de Deus. O leão concordou e dessa maneira teria aparecido o Pequinês: com o tamanho, inteligência e ternura da mãe e a valentia e dignidade do pai.
Além da fábula, o que se conhece acerca da proveniência do Pequinês é que a espécie despontou na China, há mais de 4 mil anos, todavia foi com a introdução do Budismo, no século II, que recebeu o status de cão sagrado, simbolizando o “leão de Buda”.
A chegada dos Pequineses nos países do Ocidente foi resultado do saqueamento realizado ao Palácio Imperial em Pequim pelas forças britânicas no ano de 1860. Muitos membros da realeza chinesa preferiram eliminar seus Pequineses a ver os cães nas mãos de estrangeiros. Dos cinco cães sobreviventes encontrados pelos britânicos, todos de colorações distintas, o de duas cores (pardo e branco) foi presenteado para a Rainha Victória ao regressar à Inglaterra.
O primeiro padrão da espécie surgiu em 1898 e o primeiro clube da espécie foi instituído no Reino Unido no ano de 1904. Em território brasileiro, na década de 1960, o Pequinês era a raça mais cobiçada entre as de companhia. A espécie sofreu notável descaracterização, não apenas física, entretanto, principalmente, quanto à saúde e ao comportamento. E como resultado desta descaracterização, a raça praticamente extinguiu-se depois de 10 anos.

Características do corpo do Cachorro da Raça Pequinês

O cão Pequinês é nanico, compacto e pesado. Possui a parte frontal do seu corpo muito grande e alargada, e a traseira bem curta. O crânio é relativamente grande relativo ao corpo. As orelhas são pequenas, próximas do crânio e possuem uma espécie de franja que se mistura ao restante dos pelos. O pelo é condensado, longo, reto e não muito engrossado.
A pelagem é em dobro. A crina deve ocupar o espaço em volta dos ombros e em volta do pescoço. Seu subpelo é bastante espesso e necessita de ser cuidadosamente seco quando tomar banho, evitando desta forma o acúmulo de umidade.
Todas as cores e marcas são permitidas para os cães da espécie Pequinês e adoradas da mesma maneira, com exceção do albino e da coloração de fígado. Os cães coloridos revelam manchas bem especificadas. De menor tamanho, o peso da espécie Pequinês fica por volta dos 2 e 8 kg.

Estrutura Psicológica da raça Pequinês

guia-pequines O Pequinês é um cachorro identificado pelo seu temperamento ciumento e também teimosia. Costuma se dar muito bem com todo mundo e inclusive outros bichos de estimação, carece de um treino e sociabilização. Do contrário poderá ter períodos de agressividade com indivíduos desconhecidos ou até mesmo com outros cachorros.
Tem o costume de não acatar às ordens dos seus tutores. É um cachorro ativo e ainda que se adapte perfeitamente em pequenos ambientes precisa de atividades físicas e caminhadas. É um cão bastante fiel que defende os donos em situações de risco e, por ter porte pequeno, tem o hábito de se alimentar em pequenas porções.
Uma das principais características do comportamento do Pequinês é sua “soberania”. É um cão muito independente e que vai exigir de seu proprietário tolerância e firmeza. Talvez esta seja a característica que explique a razão, de acordo com a classificação do pesquisador Stanley Coren, em seu impresso “A Inteligência dos Cães”, a espécie ocupa apenas a septuagésima terceira posição.

Privilégios de Ter um Pet Pequinês

O Pequinês não é considerado um cachorro de diversas habilidades, por pertencer a uma das espécies mais antigas do mundo, inclusive é classificado como um dos cães mais sedentários do planeta. Sendo propriedade exclusiva da Corte do Império da China, sempre bastante mimado, idolatrado e digno, era, e até os dias atuais continua sendo, um enorme guardião de seus proprietários.
É tido como um ótimo cachorro de alarme, mesmo que sejam bem famosos por ignorarem as pessoas que não façam parte de seu dia-a-dia. Todavia não deixa de ser um cachorro que se torna um ótimo companheiro, especialmente para crianças ou pessoas que ficam mais sozinhas e que moram em locais menores, como em apartamento. Mas, é profundamente temperamental e somente realiza as atividades que acha interessantes e apenas quando quer.

Doenças normais do Pequinês

Estes cachorros podem morrer de problemas no coração, precisam de ar condicionado em períodos que forem mais quentes em razão de serem procedentes de climas extremamente gelados. São capazes de passar a maioria do tempo nos quintais em clima ameno, todavia precisam dormir sempre dentro da casa.
Como doenças genéticas, são capazes de desenvolver desgaste de córnea. O cruzamento do cão acontece por meio de inseminação artificial e o parto geralmente é realizado por cesárea em razão do pequeno tamanho do cão, que poderá falecer caso seja feito um parto tradicional.
Apesar do Pequinês não ser bem predisposto a doenças caninas hereditárias, as mais populares nessa raça são palato alongado, narinas estenóticas, luxação de rótula, distiquiasis, triquíase, dermatites, feridas oculares, problemas respiratórios e lesões na coluna.

Cuidados da Raça Pequinês

A pelagem do Pequinês carece de escovação, mas não necessita ser todos os dias. O ideal é que seja feita periodicamente e sua pelagem não tem necessidade de ser tosada. Os pelos devem ser escovados para ficarem menos embaraçados e para que sejam retirados os pelos mortos. Com relação à tosa, sugere-se apenas a que é realizada com tesoura ou a tosa higiênica, especialmente, em regiões de bastante calor a fim de que o Pequinês não sinta-se horrível com seu pelo tosado. Já os banhos ainda podem ser feitos periodicamente. Seja quinzenalmente ou mensal.
Sua pelagem em volta do ânus precisa sempre ser inspecionada para não aglomerar sujeira. Eles têm uma grande propensão a roncar. O Pequinês é um cão formidável para residir em apartamentos.

Os Filhotes do Pequinês

filhotes-pequines, Corajoso e corajoso, o Pequinês é um cão que dificilmente se intimida na presença de um cão maior. Por causa disso, é aconselhável socializá-lo desde filhote para que possa se dar muito bem com outros cachorros.
Seu temperamento é, algumas vezes, distante e por isso o Pequinês não é sugerido como cachorro de companhia para crianças, que são capazes de machucar o cachorro ou enfurecer o cão com suas brincadeiras mais desengonçadas.

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